Edição: 11926 Data: 21/01/2017

Editorial - Coluna 2

Coluna 2

21/01/2017


Por Antonio Augusto

Decidiu o prefeito João Carlos dos Santos abrir um espaço em sua agenda de trabalho, para participar de um encontro com representantes da imprensa garcense. A entrevista coletiva será semanal, quando o chefe do Executivo responderá a todos os questionamentos sobre o andamento da administração municipal. A primeira reunião com os jornalistas aconteceu na tarde de ontem e certamente abrirá uma oportunidade para que os leitores do jornal e os ouvintes das emissoras locais, possam encaminhar suas dúvidas sobre os serviços públicos, para que possam ser esclarecidas pelo prefeito.

Uma velha reclamação da população é com relação à limpeza das vias públicas. Por mais que a Prefeitura se esforce, não consegue atender à demanda, principalmente por falta de mão de obra. Em quase todos os concursos públicos realizados pela municipalidade nem sempre todas as vagas são preenchidas. Ou quando isso acontece, passados alguns meses, ocorrem demissões, pois nem todos os candidatos acabam suportando os rigores da profissão. Talvez uma das soluções seria a terceirização do serviço. Como já aconteceu com a coleta do lixo. A iniciativa privada tem mais agilidade para contratar o pessoal, assim como proceder sua substituição. Já  no serviço público, para admitir um servidor ou substituí-lo, caso não haja candidatos remanescentes de concursos, sempre leva um tempo considerável. Enquanto isso, a varrição das ruas não pode esperar, gerando o descontentamento da população.

Em São Paulo, o prefeito João Dória, que a exemplo do seu xará garcense, intitula-se gestor e não político, assumiu o cargo anunciando um plano visando remodelar o centro urbano da maior cidade brasileira. O projeto Cidade Beleza, não deixa de ser ambicioso e também de difícil execução. Mas os paulistanos estão confiantes no dinamismo do novo prefeito que promete embelezar São Paulo a curto prazo, através de medidas práticas e rápidas de serem executadas.

Aqui em Garça deveria ocorrer o mesmo. A área central não apresenta aspecto dos mais favoráveis. Os nossos principais pontos de referência apresentam-se completamente degradados, como é o caso da Igreja Matriz que ocupa a maior parte da Praça Rui Barbosa, a mais importante da cidade. Passando por um processo de reformas, que se arrasta há mais de cinco anos, o imponente templo religioso está com sua fachada completamente descaracterizada, assim como as laterais. E os entulhos, resultantes da reforma, espalham-se por toda a praça, que inclusive está interditada para o público. Embora muitos não saibam, num caso único da cidade, toda a Praça Rui Barbosa - o espaço ocupado pela igreja, assim como o jardim - é de propriedade da Mitra Diocesana. Ou seja, da associção que administra a Paróquia de São Pedro. Apenas as calçadas laterais pertencem ao município, que nada pode fazer em relação ao estado de conservação do interior da praça. Salvo se ocorrer um entendimento entre as duas partes, como vem acontecendo até os dias atuais.

Na quadra seguinte, a velha estação rodoviária foi praticamente demolida - restou apenas a histórica torre do relógio - e está cercada por um tapume, aguardando definição a respeito da construção ou não da Estação de Ciências, projetada pela administração anterior e que a atual pretende que seja edificada em outro lugar. Mais abaixo, está a Praça Pedro de Toledo, com sua fonte luminosa desativada há alguns anos. Como existem limitações ao seu funcionamento, nestes tempos de dengue e zika vírus, quem sabe a fonte pudesse voltar à atividade de uma outra forma, com água corrente, como existem em várias  localidades. E o jardim da Praça Pedro de Toledo poderia passar por uma remodelação, ganhando canteiros floridos que já fizeram a alegria e o encantamento de nossa população em outras épocas. Reformular a iluminação da área central também é outro item que poderia ser atacado o mais rápido possível, utilizando-se de luminárias de tecnologia mais moderna, como a de led. São medida que não envolvem altos custos, mas que poderiam revitalizar a nossa área central. Outro ponto a ser atacado é o da construção das calçadas. Mas isto é assunto para uma outra coluna.