Edição: 11992 Data: 29/04/2017

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COMARCA MOTOS - Bicicleta elétrica: transporte econômico e sustentável

10/10/2015 -


A bicicleta elétrica, também conhecida como e-bicicleta, bicicleta híbrida, bikes elétricas, etc, que através de sensores, sustenta o esforço do ciclista somente quando ele precisa pedalar, ganharam as ruas. Essas bicicletas nada mais são que bicicletas normais com um motor elétrico embutido alimentado por bateria recarregável e um acelerador para propulsiona-las.

Este meio de transporte vem tendo um crescimento desde a década de 1980, quando surgiu a ideia na Grã-Bretanha de colocar um motor elétrico na bicicleta. No Brasil este segmento de transporte está se fortalecendo, e cada dia que passa se vê bastante bicicleta elétrica ou híbrida nas ruas da cidade.

Com a evolução da tecnologia empregada nas baterias, ficaram mais acessíveis, eficientes, leves, duráveis e recarregam em menos tempo, mas isso varia de marca para marca.

Uma das coisas interessantes nesse segmento, é que algumas fábricas de motos estão pegando carona nessa “onda” e estão produzindo esse veículo elétrico e valorizando ainda mais o produto.

A autonomia da bicicleta elétrica varia de acordo com a marca, peso da pessoa, terreno, velocidade e tempo de uso da bateria. Geralmente fica entre 20 a 50 quilômetros, que é suficiente para o deslocamento de uma pessoa no seu dia a dia.

A bateria leva em média de três a seis horas para ser recarregada e tem uma vida útil entre 300 e 800 ciclos completos. A durabilidade média é de três a quatro anos para bateria de primeira; já as baterias consideradas de segunda linha podem durar entre um a dois anos.

O público que utiliza esse meio de transporte, geralmente é formado por pessoas que não conseguem se locomover por grandes trajetos, pessoas que precisam de um transporte rápido, econômico e ecologicamente correto para não chegar suado ao trabalho, ou por pura diversão.

Os valores dessas bicicletas elétricas variam de região para região, mas ficam entre 1800 a 5000 reais.

LEI

Resolução do CONTRAN equipara bicicletas elétricas às bicicletas comuns

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) por meio da Resolução 465, publicou no Diário Oficial da União, dezembro de 2013, regulamentação do uso das bicicletas elétricas no país, equiparando-as às bicicletas comuns. A medida visa permitir a circulação de bicicletas elétricas em convivência com as bicicletas comuns em ciclovias, ciclo-faixas, acostamentos e bordos de vias urbanas e rurais.

A partir de 2013, as bicicletas elétricas passaram a ser dispensadas de registro, tributação, habilitação e seguro obrigatório. Entretanto, para circular em vias públicas, deverão ter limite de potência máxima de 350 watts, poderão atingir velocidade de no máximo 25 km/h, o motor só poderá funcionar quando o condutor estiver pedalando e não pode haver acelerador.

O Contran condicionou a circulação das bicicletas elétricas ao uso de indicador de velocidade, campainha, sinalização noturna dianteira, traseira e lateral, espelhos retrovisores em ambos os lados e pneus em condições mínimas de segurança. Além disso, é obrigatório o uso de capacete de ciclista.

A Resolução 465 é fruto do consenso entre as entidades de classe do setor que levaram em conta a necessidade de apoio às políticas de mobilidade sustentável e a crescente demanda por opções de transporte que priorizem a preservação do meio ambiente. Além disso, os membros do Contran consideraram o crescente uso de ciclo motorizado elétrico em condições que comprometem a segurança do trânsito. (Fonte: www.denatran.gov.br)

 


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