Edição: 12006 Data: 23/05/2017

Notícias - Garça

Governo autoriza reajuste de 7,49% nas tarifas postais dos Correios

20/04/2017 -


Portaria publicada no último dia 13 de abril, no Diário Oficial da União, autoriza os Correios a aumentarem em 7,485% suas tarifas postais e telegráficas, nacionais e internacionais. O reajuste, solicitado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, ao qual são vinculados os Correios, deve ainda ser referendado pelo próprio MCTIC.

De acordo com a portaria, está autorizada a aplicação linear do percentual de 7,485% “sobre todo o rol de tarifas e preços públicos cobrados pela ECT na prestação dos serviços postais de monopólio, conforme §1º do Art. 3º da Portaria MF nº 244/2010 (sem arredondamento, até a quarta casa decimal)”.

Com o reajuste, o primeiro porte da carta não comercial subirá de R$1,15 para R$ 1,23. Telegrama nacional redigido pela internet passará de R$ 7,07 para R$ 7,60 por página. Já a tarifa da Carta Social, destinada aos beneficiários do programa Bolsa Família, permanece inalterada, em R$ 0,01.

Segundo a portaria, para entrar em vigor, o reajuste ainda depende de aprovação do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações.

O reajuste foi solicitado pela estatal para compensar o represamento das tarifas em anos anteriores quando não houve repasse integral da inflação.

Os Correios enfrentam a mais grave crise financeira de sua história, acumulando dois rombos de R$ 4 bilhões nos últimos dois anos. O último reajuste tinha sido feito em junho do ano passado, quando as tarifas subiram 10,64%. As novas tarifas não se aplicam ao segmento de encomendas (PAC e Sedex) e marketing direto.

“Os serviços dos Correios são reajustados anualmente com base na recomposição dos custos repassados à estatal, como aumento dos preços dos combustíveis, contratos de aluguel, transportes, vigilância, limpeza e salários dos empregados”, informou os Correios.

No mês passado, o ministro de Ciência, Tecnologia e Comunicações, Gilberto Kassab, disse que os Correios correm “contra o relógio” para evitar a privatização. Segundo Kassab, a estatal necessita de um profundo corte de gastos para não ser privatizada.

A estatal já lançou um plano de demissão voluntária e anunciou em março o fechamento de 250 agências em todo o país.

 


Mais Notícias