Edio: 11950 Data: 24/02/2017

Variedades - Tnel do Tempo

Semana de 9 a 16 de agosto de 1975

08/08/2015

Uma vista panorâmica da Praça Rui Barbosa no ano de 1935. Há 80 anos, esse logradouro apresentava no canto alto à esquerda, a antiga Igreja Matriz, ainda em fase de construção. Dos prédios ao fundo, os que ainda permanecem no local, é o da Panificadora Ouro Fino e o da Droga Raia. O busto do patrono da praça (Rui Barbosa), ainda ocupa o mesmo espaço.
Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 9 a 16 de agosto de 1975, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.
Desde o dia 4 de agosto, o Grupo Escolar de Vila Araceli (atual Alcyr da Rosa Lima) funcionava em seu novo prédio nas imediações do Patronato Juvenil Garcense. O prédio que ocupava uma quadra, custou aproximadamente um milhão de cruzeiros. A inauguração oficial estava marcada para setembro, quando o Fundo Estadual de Construções Escolares entregaria a obra em definitivo.
Procurando estruturar-se administrativa e juridicamente, a Guarda Mirim de Garça decidia mudar sua denominação para Patrulha Juvenil de Garça, funcionando como um departamento autônomo do Patronato Juvenil Garcense, que passaria cuidar exclusivamente de uma creche com capacidade inicial para 50 crianças.
A implantação da rodovia Pirajuí-BR153, ganhava o apoio do deputado Antônio Henrique da Cunha Bueno. Em despacho com o governador Paulo Egydio Martins, no dia 30 de junho, o deputado encaminhava ofício solicitando o pronto-atendimento desta justa reivindicação. Após examinar o ofício, o governador determinou o seu encaminhamento aos setores competentes para as providências cabíveis.
No dia 6 de agosto a Câmara Municipal de Gália referendava decreto do prefeito Celso Bonini, dando a denominação de Ayda Baganha Ferreira à Rua Nove, compreendida entre a Rua Angélica e a Avenida João Pessoa. A homenageada foi esposa do ex-prefeito João Ferreira e desenvolveu intensas atividades de ordem comunitária, dedicando-se por mais de 12 anos às crianças da creche galiense. Dona Ayda ainda devotou-se com extraordinário entusiasmo à várias campanhas sociais desenvolvidas pelo seu esposo quando ocupava a chefia do Executivo galiense, sempre procurando beneficiar e amparar os menos favorecidos pela sorte.
O presidente da Câmara Municipal, Paulo Renato Alves de Souza apresentava o Projeto de Resolução 3/75, estabelecendo a remuneração dos vereadores garcenses. A parte fixa corresponderia a 15% do estipulado para os deputados estaduais. E a parte variável também à 15% do fixado para os deputados estaduais, atribuindo a cada sessão, valor proporcional ao número de sessões realizadas. Seriam remuneradas no máximo, quatro sessões extraordinárias mensais na importância de 30 cruzeiros por sessão, desde que não fossem realizadas no mesmo dia das sessões ordinárias. Tomando-se por base o que ganhava um deputado estadual, os vereadores garcenses receberiam 1.500 cruzeiros mensais, sendo 600 cruzeiros da parte fixa e 900 cruzeiros da parte variável. Mais 30 cruzeiros por sessão extraordinária. O projeto propunha ainda que a vigência da remuneração fosse a partir de 1º de agosto de 1975.
Sem qualquer discussão, com apenas o relator da Comissão de Finanças, vereador Veríssimo Fernandes Barbeiro tecendo considerações sobre o seu parecer, Câmara Municipal aprovava, na noite de 11 de agosto, as contas do Município de Garça, relativas ao exercício de 1973. O processo envolvia as contas da Prefeitura, da Câmara e do SAAE.
A transferência da linha de alta tensão que saindo da subestação da Companhia Paulista de Força e Luz (que na época ficava ao lado do Hospital São Lucas), demandava a Marília, continuava provocando protestos. Sem autorização prévia da Prefeitura, a CPFL instalou a nova rede em parte da Rua Padre Leite, cortando área central da cidade. No dia 12 de agosto, atendendo a pedido das autoridades, funcionários da regional de Bauru da CPFL vinham a Garça para discutir o assunto, quando o prefeito e vereadores insistiram para que a rede percorresse as ruas Caramuru, Prefeito Salviano e Armando Sales e rumando para a zona rural. A sugestão, segundo os funcionários da CPFL seria analisada pelo setor de engenharia da empresa, quanto à sua viabilidade técnica.
A Maçonaria do Estado de São Paulo tinha sob sua atuação diversas regiões, sendo que a de Marília pertencia à 16ª Região Maçônica. E no dia 3 de agosto acontecia reunião com todos os veneráveis (presidentes) de lojas da região, quando realizou-se a eleição para o novo conselho diretor do Conselho. Coube ao garcense José Panza Neto, por unanimidade, o encargo de ser o presidente do Conselho por 12 meses.
Com a finalidade de substituir o Dr. José Celso de Melo Filho, licenciado para servir como assessor jurídico da Secretaria da Cultura, Ciências e Tecnologia do Estado, era indicado como Promotor Público da Comarca de Garça, o Dr. João Carlos Garcia, que antes exercia o mesmo cargo na Comarca de Cândido Mota.
No período de 25 de junho a 31 de julho, o SOS – Serviço de Obras Sociais servia 1.996 pratos de sopa a pessoas carentes e distribuía 36 cobertores, 38 pares de sapatos, 267 peças de roupas e 12 latas de leite em pó.
A Câmara Municipal de Garça poderia ser formada por apenas 11 vereadores a partir da próxima legislatura, caso fosse aprovada Proposta de Emenda Constitucional do deputado J. G. de Araújo Jorge, fixando em no mínimo 9 e no máximo 41, o número de vereadores em nosso país.
O projeto instituía uma escala, tomando-se por base o número de eleitores de cada município. Garça ficava enquadrada na faixa número dois, que estipulava 11 vereadores para municípios com até 15 mil eleitores. Em 1975, a Câmara garcense contava com 13 vereadores.
Prefeito Pedro Valentim Fernandes intensificava estudos visando à implantação da “Área Azul”, reestruturando o sistema de estacionamento de veículos na parte central da cidade. O prefeito anunciava que dentro de mais alguns dias as guias das calçadas seriam pintadas na cor azul, e tão logo a Patrulha Juvenil entrasse em funcionamento efetivo, seria convidada a executar o trabalho de fiscalização da permanência dos veículos nos locais de estacionamento. Era o embrião da atual “Zona Azul” que estava surgindo.
Representantes da TV Tupi participavam de reunião do Consórcio de Televisão de Bauru, do qual Garça fazia parte, para apresentar um plano de melhoria na recepção de suas imagens no interior do Estado. O projeto envolvia a instalação de uma rede de micro-ondas de São Paulo a Torrinha, melhorando consideravelmente os sinais da TV Tupi em nossa região. O equipamento para implantação da rede já havia sido adquirido e se encontrava no porto de Santos, aguardando liberação.
No dia 16 de agosto, um sábado, aconteceria em Gália, no Ginásio de Esportes, o 1º Festival da Música Sertaneja. A promoção era do Serviço de Assistência Social da Prefeitura de Gália. Duplas, trios e cantores sertanejos de Garça e região eram esperados no Festival do Lari-Larai.