Edição: 12009 Data: 26/05/2017

Variedades -

Semana de 13 a 19 de maio de 1977

12/05/2017

Os desfiles escolares, por ocasião do aniversário da cidade, voltaram a acontecer, em alto estilo. A foto lembra parada cívica realizada em maio de 1995, aparecendo em primeiro plano, uma representação do Colégio Santo Antônio, demonstrando que o desfile em comemoração ao aniversário de Garça, representa uma grande tradição no calendário do município
Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 13 a 19 de maio de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.
Considerando o divórcio uma medida que feria frontalmente os postulados cristãos da família brasileira, e que contribuiriam, em curto prazo, para um relaxamento dos costumes, o vereador Carlos Roberto de Oliveira apresentava na sessão camarária do dia 10 de maio, requerimento formulando veemente protesto contra a iniciativa de se instituir o divórcio no Brasil.
Do contrato de pavimentação celebrado com a Companhia Paulista de Obras, ainda faltava um total de 20 mil metros quadrados de ruas para receber o melhoramento, e que eram as seguintes: Fausto Floriano de Toledo, General Glicério, Maria Helena, Rodolfo Miranda, 5 de Maio, 13 de Maio, Luiz Antônio, Vereador João de Souza Castro e 15 de Novembro, todos na Vila Williams; Tupiniquins, Guanabara, Caramuru, Antenor Lara Campos e Miguel Bruno Ferreira, na Vila Guanabara. Tratavam-se de pequenos trechos dessas ruas, pois a maior parte já se encontrava pavimentada. O prefeito Francisco de Assis Bosquê, em três meses de governo, já havia implantado 62 mil metros quadrados de pavimentação asfáltica, com recursos do empréstimo de 6 milhões de cruzeiros e parte com recursos próprios. Já o prefeito anterior, Pedro Valentim Fernandes, executou 73 mil metros quadrados de asfalto e mais 40 mil metros quadrados de capeamento de paralelepípedo no centro da cidade.
Às vésperas de sua estreia no Certame da Primeira Divisão de 1977, o Garça Futebol Clube achava-se às voltas com nova e profunda crise administrativa, com a renúncia coletiva apresentada no dia 10 de maio, pela diretoria executiva liderada por Argemiro Beghine. O presidente, após uma série de jogos amistosos no início da temporada, chegava à conclusão de que dificilmente conseguiria manter um equilíbrio financeiro, que possibilitasse a manutenção da equipe em competições oficiais. Com um déficit previsto de 10 mil cruzeiros mensais, Beghine achava melhor deixar para outro esportista a direção do clube, enquanto existia tempo para uma reformulação administrativa.
Durante o mês de abril, o Cartório de Registro Civil de Garça realizava 25 casamentos e expedia 13 certidões de óbitos. Os nascimentos registrados no período foram em número de 93.
Para lembrar as mensagens das aparições de Nossa Senhora de Fátima, que em 1977 completavam 60 anos, seria rezado o terço no dia 13 de maio, o dia inteiro no Santuário de Nossa Senhora de Lourdes. Às 6 horas seria celebrada missa de abertura do Dia do Terço, que seria rezado das 7 horas às 19 horas, com missa de encerramento às 19h30.
O projeto de lei apresentado prelo vereador Luiz Bottino Junior, revogando a legislação que proibia o funcionamento de alto-falantes fixos ou móveis na cidade, acabava sendo retirado pelo próprio autor. No pedido de desistência da propositura, o vereador adiantava que assim procedia para reformulá-lo e posteriormente submete-lo à nova consideração da Câmara. O que nunca aconteceu.
Acompanhado de vários diretores da Federação dos Comerciários do Estado de São Paulo, Antônio Pereira Magaldi, presidente da entidade, visitava a cidade no dia 12 de maio. O objetivo da vinda de Magaldi a Garça, era o de informar oficialmente ao Sindicato dos Empregados no Comércio de Garça, que nossa cidade estava incluída no plano de expansão imobiliária da Federação. Assim sendo, até meados de agosto, o sindicato garcense deveria escolher um imóvel em condições de ser adquirido para a instalação de sua sede.
Indiretamente a Prefeitura acabava sendo a responsável pela formação de uma pequena favela na Vila Rebelo (Rua Paulista, atual Manoel Joaquim Fernandes, com a Melchiades Nery), ao lado do trevo Alfredo Cotait. Para desapropriar a área necessária à formação da rotatória, a Prefeitura teve que adquirir várias casas que posteriormente foram cedidas a famílias de baixa renda. Aos poucos, essa intervenção habitacional do município foi mal interpretada e o conjunto de casas transformou-se num autêntico cortiço. Por isso o prefeito Francisco de Assis Bosquê pretendia despejar todos os moradores e limpar o local, deixando-o em condições de ser cedido ao SAAE para a construção de um reservatório de água, com capacidade de armazenamento de um milhão de litros. O que acabou acontecendo anos mais tarde.
O prosseguimento das atividades de Garça Futebol Clube, após renúncia coletiva da diretoria executiva, estava garantido. Na noite de 13 de maio, o Conselho Deliberativo, em reunião extraordinária, procedia a eleição dos novos presidente, 1º e 2º vice-presidentes. Inicialmente, o esportista Evilázio Magalhães foi indicado como candidato ao cargo de presidente. Encontrando dificuldades para compor a diretoria, desistiu em favor de Antônio Fernandes de Souza, que foi eleito presidente, tendo Itamar Travençolo, como 1º vice-presidente e Ricardo Naonori Fujikawa, 2º vice-presidente. Participaram desta reunião comandada por Marcelo da Costa Val, presidente do Conselho Deliberativo, os seguintes conselheiros: Antônio Augusto Ávila Castro (secretário), Manoel Gouveia Chagas, Francisco Conessa Lopes, Pedro Krusicki, Arnaldo Degani, Rui Mesquita, Itamar Travençolo, Abílio de Mattos, Oswaldo Delfino, Júlio Pavarini e Sérgio de Stefani.
O movimento em prol da designação de um juiz auxiliar para a Comarca de Garça estava aumentando. Na sessão camarária de 16 de maio, o vereador e advogado Luiz Yamauchi, baseado em estatísticas oficiais, apelava aos demais membros do Legislativo garcense, para que levassem essa reivindicação aos demais escalões superiores, pois a situação da Comarca estava caminhando para o colapso total. Afirmava o vereador, que em 1976, haviam sido distribuídos 2.174 feitos, sendo 1.081 para o Cartório do 1º Ofício e 1.093 para o do 2º Ofício. Em 1977, até 13 de maio, o Cartório do 1º Ofício já havia recebido 430 feitos e o do 2º Ofício, 404, mantendo assim a média apresentada em 1976. Com esse volume de trabalho, concluía o vereador, seria impossível apenas um juiz dar conta do serviço, dentro dos prazos previstos em lei.
Com vários festejos durante o dia, a Escola Hilmar Machado de Oliveira comemorava no dia 13 de maio, o transcurso do seu 29º aniversário. À noite realizava-se sessão solene com a entrega de medalhas e diplomas a alunos e professores.