Edição: 11926 Data: 21/01/2017

Variedades - Túnel do Tempo

Semana de 21 a 27 de janeiro de 1977

21/01/2017

Atuando em nossa cidade há mais de 70 anos, provavelmente a filial das Casas Pernambucanas é uma das mais antigas lojas do comércio garcense. E o que é mais interessante, sempre ocupando o mesmo ponto: Praça Rui Barbosa (esquina das Ruas Carlos Ferrari e Sargento Wilson). A foto, da década de 50, mostra a fachada da Pernambucanas numa época em que comercializava apenas tecidos, vendidos a metro, para confecção de roupas quando o cliente poderia se valer de um “estoque variado, panos fortes, preços fixos, seriedade absoluta, preços mínimos e sortimento inigualável”, conforme anunciava a publicidade estampada nos toldos que ocupavam toda a fachada da loja
Iniciamos agora o nosso mergulho semanal no Túnel do Tempo, relembrando os principais acontecimentos ocorridos em nossa cidade, na semana de 21 a 27 de janeiro de 1977, há 40 anos, graças a pesquisas efetuadas nos arquivos de “Comarca de Garça”.
Mesmo com a proximidade do término de seu mandato, previsto para o dia 31 de janeiro, o prefeito Pedro Valentim Fernandes realizava mais uma viagem a São Paulo, para tratar do encaminhamento de reivindicações junto ao Governo do Estado. Na Secretaria da Educação foi informado que a construção de novo prédio para o Centro Interescolar (atual ETEC Monsenhor Antônio Magliano), dependia da liberação de recursos, o que dificilmente aconteceria no decorrer de 1977. Mas, por outro lado, conseguiu a liberação de um laboratório completo para o Colégio Agrícola, no valor de 600 mil cruzeiros. E no Palácio dos Bandeirantes, recebia a notícia de que até o dia 25 de janeiro seria dada a autorização para a retirada de um carro usado, que seria destinado aos serviços municipais. No dia 25 de janeiro, Pedrinho realizaria sua última viagem a São Paulo, na condição de chefe do executivo municipal. Ele participaria de uma grande concentração de prefeitos organizada pelo governador Paulo Egydio Martins, em reconhecimento ao trabalho prestado por estes cidadãos à sua administração. A festa de despedida seria no Palácio dos Bandeirantes, quando os prefeitos que deixariam seus cargos no dia 31 de janeiro, presenteariam o governador com um cavalo puro sangue. O prefeito Pedro Valentim Fernandes tão logo terminasse a festa, aproveitaria o tempo disponível para percorrer algumas secretarias, para inteirar-se do andamento de processos concedendo novos benefícios para nossa cidade.
“Comarca de Garça” prestava homenagem também aos diretores do Clube Atlético Ipiranga, que ao lado dos 24 jogadores, foram os responsáveis pela conquista do título de campeão citadino de 1976. Os diretores campeões do Ipiranga foram os seguintes: Presidente de Honra – Paulo Renato Alves de Souza; Presidente – Osvaldo de Castro; Vice-Presidente – Mamede Venceslau Banwart; 1º Secretário – Nelson Carvalho de Souza; 2º Secretário – Takashi Kitamura; Tesoureiro – Jacy Santana Garcia; Diretor de Esportes – Antônio Zorzeto; Técnico – Alcides Vaz; Massagista – Edson Zamboni.
Como resultado do rígido sistema de fiscalização de trânsito implantado pela Polícia Militar, em apenas cinco dias eram autuados cerca de 45 infratores, sendo 12 por falta de equipamento obrigatório, 11 por estacionar em desacordo com o regulamento, 14 por desobediência ao sinal fechado, 11 por transitar em excesso de velocidade, 1 por dirigir em estado de embriagues alcoólico, 3 por uso indevido de buzina, 3 por dirigir sem estar devidamente habilitado e 2 por dirigir de maneira inadequada (de chinelos).
“O cliente vive sem o banco, mas o banco não vive sem o cliente”. Sempre baseado neste seu conceito, que seguia como norma de vida profissional, Juracy Cestari trabalhou por 32 anos, 7 meses e 11 dias no Banco do Brasil, dos quais 26 anos em Garça. Com a aposentadoria requerida em 4 de outubro de 1976 e deferida em janeiro de 1977, chegava ao final uma das mais brilhantes carreiras já desenvolvidas na principal instituição financeira do país. Cestari, ao se aposentar atingiu o posto máximo da carreira de funcionários do Banco do Brasil, quando foi designado chefe de seção, cargo equivalente a diretor do banco.
O vereador Boanerges do Prado Vianna deveria ser o único dos 13 edis que não tomaria posse na sessão solene do dia 1º de fevereiro. No mesmo dia e hora, o vereador que também era funcionário público estadual (professor secundário), estaria em São Paulo para proceder a escolha de um novo cargo. Por este motivo, Boanerges estaria ausente da sessão solene, mas tomaria posse do novo mandato, para o qual havia sido reeleito, na primeira sessão ordinária da Câmara, no dia 7 de fevereiro.
Reunidos no dia 23 de janeiro na Câmara Municipal, os associados do Clube Filatélico de Garça procediam a eleição dos novos presidente e vice de sua diretoria executiva. Para ocupar o cargo de presidente foi escolhido o filatelista Wagner Zanini Passos e para vice-presidente Luiz F. Casale. Caberia ao presidente preencher os cargos da secretaria e da tesouraria da entidade.
O presidente da Liga Municipal de Futebol, Galdino de Almeida Barros, programava para a noite de 29 de janeiro, um sábado, a solenidade de entrega dos troféus e medalhas aos melhores clubes e atletas do certame citadino de futebol encerrado no dia 16 de janeiro, quando o Ipiranga sagrou-se campeão. A solenidade de premiação teria início às 20h30. A classificação final das equipes que participaram do concorrido campeonato foi a seguinte: 1º - Ipiranga; 2º - Frigus; 3º - Bezerra de Menezes; 4º - Casa Ipiranga; 5º - Ferro Velho; 6º - SASP; 7º - São João; 8º - Tupi; 9º - Casa Bandeirante; 10º - Paulista.
Jornal Comarca comentava que no dia 1º de fevereiro a cidade iniciaria um período bastante curioso em sua história administrativa. Pela primeira vez nos últimos 25 anos, nenhum integrante da família Fernandes ocuparia posto de comando na política local. Em grande parte devido à legislação eleitoral que proibia a candidatura de familiares do então prefeito Pedrinho. Os irmãos Fernandes – Manoel Joaquim e Pedro Valentim – que ocuparam todos os cargos eletivos do Município, que disputaram (Manolo foi de vice-prefeito a deputado estadual, passando pelos cargos de vereador a prefeito), ficariam à margem da próxima administração. Tanto Manolo como Pedrinho adiantavam que não mais participariam da vida pública, entendendo que já haviam dado sua contribuição ao Município. E acabaram cumprindo o prometido, pois não concorreram mais a nenhum cargo na administração municipal, encerrando um dos mais brilhantes ciclos da política local.
A Divisão Regional Agrícola de Marília procurava manter os cafeicultores bem informados sobre a incidência da ferrugem, que se manifestava com mais intensidade no início do ano, principalmente a partir de fevereiro até abril. A DIRA montava um esquema de acompanhamento, que permitia observações periódicas de seus técnicos em cafezais da região. Nas visitas, métodos preventivos eram ensinados aos agricultores, visando minimizar os efeitos da propagação da doença. A medida visava evitar que árvores não contaminadas fossem atacadas pela ferrugem.