Edição: 11926 Data: 21/01/2017

Variedades - Recordar é Viver

IPIRANGA COMEMORA TÍTULO DO CAMPEONATO AMADOR DE 1976

21/01/2017

Na noite da última terça-feira (17/01) estivemos participando do encontro dos jogadores e dirigentes campeões do Ipiranga, campeão amador da temporada de 1976. O título foi disputado no dia 17 de janeiro de 1977, com o Ipiranga, vencendo o Frigus, por 1 a 0, gol do atacante Mauro Val, na prorrogação. No ano anterior, as duas equipes decidiram o amador, com o Frigus levantando o “caneco”, vencendo na cobrança de penalidades: 5 a 4.
Portanto, depois de 40 anos, os campeões se reuniram na Petiscaria do Lago para celebrar a inédita conquista. Veja nos flagrantes, na foto principal. Em pé da esquerda para direita: Mauro Val, Nelson Carvalho (dirigente), Marquito Bertone, Corinho, Gervásio (dirigente) e Béia Galvão. Sentados: Tico, Alcides Vaz (técnico), Chico Ramalho, Sarará, Caíque Arantes, Tonhá, e Toninho Marques. Foram momentos agradáveis, de muitas recordações, de uma geração que marcou época no amadorismo garcense.
Recordando um pouco da trajetória do Ipiranga, nada mais justo do que mencionar o relato do são-paulino Nelson Carvalho de Souza (foto),o único dirigente que vivenciou o time, desde a fundação em 21/03/1960 até o final em 31/12/1999.
Disse o Nelsinho: “Nos primeiros 10 anos: 1962: primeiro troféu: Infantil Issao Uchida (foto). Era uma pequena taça de cobre. É a mais antiga lembrança ainda viva, está hoje sob a guarda do Tico. 1967: Campeão do Torneio Início do Campeonato Varzeano. 1969; quase parando com o time, o Ipiranga, então com camisa branca e preta (cores do Ipiranga paulistano) foi fazer seu último amistoso no campo da Congregação com aquelas camisas furadas. Não dava para continuar. A sorte: jogava pela primeira e última vez o Zé Spuri, recém morador de Garça. Terminado o jogo cada um foi para casa, levando as camisas furadas. A surpresa é que durante a semana, Zé Spuri foi a Marília e comprou um jogo de camisas vermelhas e doou ao time. O Ipiranga ressuscitou”
Prossegue o Nelsinho: “No começo dos anos 1970, chegou à nossa cidade a família Salmen. Eram vários irmãos, todos peso pesado, com certeza mais de 100 quilos cada. Com eles na torcida e na diretoria, passamos a organizar quermesse para manutenção do time. Em 1974 foram embora da cidade. 1975: Béia assume a presidência e convida Paulo Renato para Presidente de Honra do time e é um dos responsáveis pela longevidade ipiranguista. 1976: Oswaldinho de Castro, assume a presidência e Alcides Vaz é o técnico que ajudou na quebra do tabu. 1979: Tico assume a presidência e ajuda tanto na direção como no campo nosso Ipiranga a conquistar o segundo título de campeão da cidade. Tico foi o artilheiro do campeonato.
A década de 80, deixou um grande legado: Plininho, Manflin, Kir, Flôr e Donizete, permaneceram no Ipiranga, de forma ininterrupta por mais de 12 anos. Todos de uma fidelidade canina ao nosso C.A. Ipiranga.
Nos anos 90, o Ipiranga montou o time “B”, que disputou a segunda divisão do amador garcense, sob o comando do técnico Bô, vencendo o primeiro e o segundo turno e foi proclamado campeão da Segunda Divisão. No ano de 1993, o time principal mandava ver no campeonato principal. No início do ano, Plininho, Manflin e Renato Burato pediram para convidar três jogadores experientes de outras equipes pois queriam ver o Ipiranga campeão e era o que estava faltando. Chegaram os flamenguistas Tino e Tonho Alves. O resultado veio ao final do ano: Ipiranga tri-campeão. A final foi contra a forte equipe da Santa Esméria em disputa de penaltis. Plininho defendeu a última cobrança e Marquito marcou. Placar: Ipiranga 5 x 4 Santa Esméria. Vale lembrar que o técnico era o Jair Proença, goleiro campeão em 1976. O recorde de 9 títulos da Copa Lions/Taça Cidade de Garça (foto) também entrou para a história. Em 1.999, achei por bem encerrar as atividades do glorioso e amado Clube Atlético Ipiranga. Estava cravada na memória de todos que por ali passaram, 39 anos de uma epopéia histórica”.